quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cicloviagem São Paulo/SP - Estiva/MG 2011 - Parte 01

Caramba...essa seria a terceira trip pra Estiva/MG, não fosse o mal fadado acidente que sofri em 09/07/2010.
Mas como nada acontece por acaso e eu tô vivo pra contar aquela (e outras) história(s), não pensei duas vezes: No dia 22/03/11, sem a menor vergonha na cara, mandei um e-mail pro Cláudio mais ou menos assim:

Buenas, Claudião!
Como vai essa força aí, rapá?

Seguinte, filhote: Imagino que você tenha olhado o calendário do mês de junho e tenha se deparado com um feriadão prolongado: 23-26/06.

Sem delongas, sem vergonha e com a maior cara-de-pau do mundo, "VAMOS VIAJAR PRA ESTIVA/MG?"

Não demorou muito pra receber a resposta:

Grande Fábio......!!!
Curto e grosso: tá fechado!

A partir daí começaram os preparativos.
Inicialmente estavam "escalados" para a Trip: Cláudio, Adil, João Barreto, Maya e Eu, mas infelizmente tivemos a desistência do John, por problemas no joelho, relacionados à uma queda no RodoAnel em 26/11/10, durante um Treino de Estrada.
Tendo os outros Quatro Intrépidos Ciclistas confirmado presença, passamos algumas semanas trocando e-mails sobre trajeto, hospedagem, equipamentos, etc.

A trip foi dividida em 2 partes (assim como o relato)

Parte 01 - 23/06 - São Paulo/SP à Joanópolis/SP
(como a bateria do meu celular morreu no meio do caminho, fiz dois "tracks").

Tucuruvi - Bom Jesus dos Perdões
Bom Jesus dos Perdões - Joanópolis








O meu dia começou as 4hrs da manhã. Eu já tinha deixado tudo arrumado, então foi só levantar, tomar uma ducha, comer um par de bisnaguinhas c/ suco, pegar a Só no Girinho e cair no mundo.

Só no Girinho, quase arrumada na noite anterior

















Eu saí pedalando de minha casa às 5hrs da manhã, com a bike carregada, sorriso na cara e cheio de ansiedade até a Estação Barueri da CPTM, indo de trem até a Estação Júlio Prestes.

Só no Girinho e Eu, aguardando o Trem

















De lá, pedalei por três minutos até a Estação Luz do Metrô, para finalmente desembarcar na Estação Tucuruvi.

Cheguei mais cedo do que imaginara no Tucuruvi, mas dei muita sorte, pois cinco minutos depois, o Adil apareceu.
Batemos um bom papo e logo chegou a Maya e em seguida o Cláudio.

Apresentações, ultima conferida na bagagem, fotinho oficial e "tome pedal".
Cláudio, Adil, Eu e Maya


Saímos da Estação Tucuruvi por volta das 7:30hrs. O tempo estava um tanto frio, mas logo deu uma boa esquentada.
O Primeiro trecho consistia de 111km com uma subida logo nos primeiros quilômetros.
Pelo Google Earth já tinhamos uma ideia da dificuldade, mas sabe como é, né? A altimetria na telinha do PC é uma coisa, na estrada, com a bike carregada é outra!

Fomos praticamente non-stop até a placa de Mairiporã. A subida era bem dura, como se pode ver no gráfico de altimetria, mas todos subiram bem.

Cláudio e Adil iam sempre na vanguarda, com pouco peso em suas 29ers com relação 42/32/22 por 11/34, enquanto a Maya vinha c/ sua relação 52/42/30 por 12/23 8v e uns 4kg de carga, e Eu com um peso que não me atrevi a aferir de verdade (chuto aí uns 8kg de carga) e relação 50/34 por 11/32 8v.

Paramos por alguns minutos, comemos/bebemos um pouco e logo voltamos pra estrada, uma longa descida.

Pouco antes do Pedágio em Mairiporã, paramos num lugar que visitamos em 2009: uma vendinha com o famoso (e famigerado) Amendoim com Alho. (legado da nossa primeira viagem pra Estiva):
Paradinha pra comprar o famoso e famigerado Amendoim c/ Alho.


[sotaque lusitano]Quer Alho?[/sotaque lusitano]
































Seguimos caminho, marginando a Fernão Dias até alcançarmos a belíssima Estrada do Rio Acima, com suas subidas (afinal é "Rio Acima", certo?) e asfalto lisinho até Nazaré Paulista.

A estrada é tão boa que não havia como não encontrar outros ciclistas. Tinha gente treinando com suas Roadies, um MTBikers e nós, os Cicloturistas...

Pouco antes de chegar à Nazaré Paulista, tiramos umas fotinhos:

Um trecho gramadão onde paramos pra descansar


















Adil ao fundo e o Cláudio dando uma jeito na "mochila" dele.


















Eu, escorado na Só no Girinho

















Trekzinha da Maya, descansando entre as pedras

















29er do Adil, posando pra foto!

















Vencidas as subidas do "Rio Acima", o trecho entre Nazaré Paulista e Bom Jesus dos Perdões (BJdP) é bastante generoso com nossas pernas: pouco mais de 10km praticamente retos, suficientes pra esticar as perninhas cansadas de tanto "escalar".

Em BJdP, paramos num Posto/Lanchonete pra almoçar. Quando chegamos, estava tudo bem tranquilo... praticamente vazio.
Pegamos um self-service caprichado, porém o Cláudio deu uma vacilada: Colocou em seu prato só saladinha, enquanto nós três mandamos ver de uma vez só.
Quando ele pensou em ir buscar um pouco de Arroz/Feijão (comer de verdade), a surpresa: havia acabado de encostar dois ônibus de viagem. Isso significava que havia uma fila de, pelo menos, 70 pessoas pra "rangar".
O resultado do vacilinho foi comer pão de queijo, bolo de aipim e café com leite pra completar o tanque do pobre Claudião.

Maya e Eu Tomamos um sorvetinho e, com a maior cara de pau do mundo, o Cláudio pediu à uma Escoteira  (sim, havia um enorme grupo de Escoteiros por lá) que tirasse uma foto da trupe:

Os Quatro Intrépidos

















Com nossos tanques cheios e um bocado de preguiça pós-almoço, pegamos mais um pedacinho da Dom Pedro I até o acesso à SP-036, que nos levaria à Piracaia e finalmente até Joanópolis.

Os primeiros 10km do trecho que pegamos são tranquilos, pois a estrada é praticamente plana, mas conforme vamos nos aproximando de Piracaia, as subidas vão aparecendo e saímos de 750 a 975mts de altitude, em pouco mais de 16km e depois ficamos entre 850 e 900mts nos outros 10km.

Apesar de bastante cansativo ficar nesse tobogã, a estrada é muito bonita e também pouco movimentada.
Quando menos esperamos, chegamos à entrada da Pousada San Lourenzo.

Adil e Claudio chegaram primeiro

















Maya e Eu chegando, alguns minutos depois dos 29ers

















Surpresos, pois imaginávamos que ainda faltavam alguns quilômetros pra rodar, paramos pra tirar fotos e finalmente descemos à Pousada.
Encostamos na Recepção por volta de 16:45hrs e já tivemos uma surpresa não muito agradável. Por algum motivo, nossas reservas não estavam listadas adequadamente e a Dona da Pousada não estava, pois sua mãe havia falecido naquele dia.

Rolou uma pequena chateação, mas depois de um pouco de conversa, arrumaram-nos dois quartos, sendo que um deles era o que a Dona da Pousada usava.

Todos os quartos tem 2 entradas: Essa é a do Jardim Interno

















Fomos rapidamente tomar banho pra começar a "Caça ao Rango".
De banho tomando, o Cláudio e o Adil, insatisfeitos com o quarto improvisado, foram saber mais sobre o acontecido com as reservas, eis que aparece a tal Dona Lucila!

Uma senhora que, apesar da perda que sofreu, foi simpaticíssima conosco. Isso por sí só nos rendeu muitas histórias (que estou maluco pra colocar no post, mas vou me controlar...hehehe)

Ela nos tirou dos quartos que ocupamos inicialmente e nos cedeu um quarto duplo que era bem maior, com uma bela vista da represa (mais caro, inclusive), mas sem nos cobrar qualquer adicional.
E essa é que dá vista pra Represa. Bacana, não?

















Além disso, foi ela quem viabilizou o nosso rango (meio a contragosto desse que vos escreve): Pizza. Além de insistir (sem sucesso) para que fôssemos até a cidade pra ver a Grande (?!?!?) Festa de Aniversário de Joanópolis.

No fim das contas, jantamos as pizzas que encomendamos, ela ainda me fritou uns kibes, já que eu disse aos quatro ventos que não gosto de pizza.
Barriga cheia, fomos "pro berço" bem cedo. Creio que as 21hrs já estávamos todos roncando...

E assim encerrou-se a primeira parte da Cicloviagem.

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