segunda-feira, 16 de julho de 2012

Intro ao UltraLighCycling ou "Ciclismo UltraLeve"

¡Buenas!



[Locutor de Luta-Livre]"Do lado esquerdo, Só no Girinho, pesando 16kg, carregando 14kg de bagagem. E do lado direito, Bianca, pesando 9kg, carregando 8kg de bagagem..." [/Locutor de Luta-Livre].

Peso. Palavrinha pequena, que gera enormes preocupações no ciclismo, seja ele competitivo ou recreacional.

Todos querem uma bike levinha. O grande uso de fibra de carbono para a fabricação de quadros e componentes não deixa dúvida sobre isso, pelo menos no que tange o ciclismo competitivo.

Para o cicloturismo, essa questão da fibra de carbono é (quase) unânime: quadros/garfos devem ser de materiais simples, que permitam um rápido/fácil/barato reparo em qualquer lugar do mundo.

Os  materiais mais utilizados são ligas de aço, tendo como grande preferência o cromo-molibdênio, conhecido pela alcunha de "cromoly".

Considerado um material nobre, é (relativamente) leve, absorve bem as vibrações, garantindo maior conforto (diferente do alumínio, outro material bem comum na fabricação de bicicletas), permite ser soldado em qualquer serralheria, caso aconteça alguma trinca ou quebra, além da vantagem de ser mais resistente à corrosão (ferrugem).

Em relação as peças, também é (quase) de senso comum não utilizar peças "exóticas", como pedivelas com eixo integrado, câmbios super caros, rodas com poucos raios, etc.

Acaba-se escolhendo peças que são mais simples e comuns, para que numa eventual necessidade de troca durante a viagem (por motivo de quebra ou desgaste), seja mais fácil e menos custoso realizar a troca.

Ora bolas, se os quadros e as peças não são tão leves assim, de onde é que vem esse conceito de "UltraLightCycling"?

Se você pensou na bagagem, você está absolutamente certo.


Uma vistinha ao http://ultralightcycling.blogspot.com vai dar uma ideia de um setup "hiper enxuto" para viagens (longas, inclusive)
Taí um exemplo de UltraLighCycling
"Menos é Mais", vão dizer os adeptos desse "movimento". Eles acham um desperdício de potência carregar vários kg de bagagem, então acabam dispensando alforjes, carregam pouca comida de emergência e chegam ao cúmulo de cortar ao meio os cabos da escova de dente e ferramentas, não carregar equipamento de cozinha entre outras coisas bizarras.



Kit minimalista de ferramentas, incluindo uma chave de boca cortada ao meio

E não é só isso: o volume que isso gera é algo importante. Uma frase do blog que me chamou muito a atenção e ilustra bem essa obsessão: "Uma vez que você reduza o peso abaixo de 8kg, é o volume e a elegância que importam, não (mais) o peso".

É evidente que alguns conceitos são perfeitamente aplicáveis em qualquer tipo de viagem, mas confesso que não sou adepto desse tipo de cicloturismo.

Bom, também não tenho nem 10% da experiência desses "malucos", mas acredito que é possível balancear peso e auto-suficiência, sem abrir mão de conforto e até alguns mimos (tem gente que gosta de ler, ou não larga seus gadgets por nada, enfim...).

Eu, por exemplo, jamais abriria mão de ter equipamento de cozinha numa viagem para lugares com poucos recursos, nem chegaria a cortar ferramentas, mas com certeza escolheria equipamento de camping que seja leve, prático e pouco volumoso, pensaria melhor no tipo e na quantidade de roupas, etc.

Como a vida é um grande aprendizado, penso que a leitura desse e de outros blogs sobre o assunto são ótimas fontes de informação para otimizar a bike e as "tralhas", tornando sua cicloviagem (quase) perfeita! (alguém já viu cicloviagem sem "perrengue"?)

É isso...fica a dica! :D

Grande abraço e até mais!

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