sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Simplicidade da Marcha Única!

¡Buenas!

Acredito que quase todo ciclista (pelo menos os "das antigas") já teve contato com uma bicicleta de marcha única, as famosas "SingleSpeed" (que chamarei simplesmente de SS).

A ultima vez que pedalei uma foi na época em que era criança, quando tinha uma Caloi Cross.
Saudosos os tempos em que se precisava fazer "cobrinha" pra subir as íngremes ladeiras do meu bairro (entra tantas outras peripécias).

Depois que as bicicletas de várias marchas se popularizaram (e por conta disso, baratearam), as SS foram sumindo das ruas.
Por muito tempo só via SSs na praia (as famosas "bike-caiçara"), entre os praticantes de BMX e nas cidades de interior, com as famosas Barra-Forte/Circular.

Acontece que nos últimos anos, com o maior apelo da bicicleta como meio de transporte (urbano) e com o crescente número de Fixas (bicicletas de pinhão fixo, Fixed Gears e tantos outros nomes) nas ruas das grandes cidades, essas magrelas mais simples (quase sempre resgatadas do fundo de bicicletarias de bairro, estacionamento de prédios e garagens entulhadas), voltaram a tomar conta da cena.

É claro que com o "hype" dessas bikes, os importadores brasileiros começaram a se coçar e trazer marcas/modelos novos, umas com design retrô, outras mais "agressivas", enfim...as SingleSpeeds estão aí pra quem quiser ver/ter (mas isso não vem ao caso...).

Bom, com essa introdução, parece que eu vou falar sobre marcas/modelos, sobre como recuperar aquela velha Caloi 10 ou aquele quadro de MTB antigo ou ainda divagar sobre a possibilidade de se fazer cicloturismo nelas, não é mesmo?

Bem...hoje não! Hoje o papo é só sobre meu recente contato com essas bikes e o que elas tem pra oferecer pra quem é amante de bicicletas!

Recentemente comprei um quadro de Caloi 10 pra montar uma Roda Fixa. Mas como sou um "medroso", andei muito pouco nela como Fixa, preferindo usar a Roda Livre ou Catraca (não sei se você sabe, mas existe um tipo de cubo traseiro, conhecido popularmente como 'flip-flop' que permite que você use 2 pinhões: de um lado, o pinhão fixo e do outro uma roda-livre).

A minha Leprechaun
Se você, amigo leitor, possui mais de uma bicicleta, imagino que consegue identificar sensações muito distintas em cada uma das bikes que você possui (eu tenho 4...)

Uma voltinha noturna com a minha SS me remeteu ao tempo de infância, em que tinha de fazer força pra subir longas e íngremes ladeiras, em que a cadência estava sempre alta e o coração sempre à querer saltar pela boca. Um tempo onde não existia muita preocupação se a bike tinha um grupo top (grupo?! nem sabíamos o que era isso), se a suspensão tinha trava, se a marca do pneu era XYZ, etc.


A bicicleta de marcha única, assim como as sensações e as lembranças que citei, são bastante simplistas.
Não é preciso ter quadro/componentes caros. Aqui não há compromisso com performance.

O único compromisso é com a diversão!


Bom...aqui devo confessar que tive de trocar o quadro, pois o C10 estava um tanto pequeno pra mim.
Acabou que a Leprechaun "doou" seus órgãos para o quadro da minha primeira Road, que estava empoeirando e virou...

Lúthien Tinúviel
Lúthien já na rua, pronta pro rolê!
De qualquer maneira, a proposta continuou a mesma: pegar a bike pra girar sem rumo pela cidade, dar uns "cavalinhos de pau" na areia no canto da rua, pedalar em pé, jogando a bike de um lado pro outro, cumprimentar as pessoas que passam, pedalando ou correndo, tentando levar uma vida um pouco mais saudável e depois de tudo isso, chegar a casa com as pernas cansadas e um enorme sorriso na cara.

Enfim...se você tiver uma bicicleta velha jogada na garagem, dê uma pequena atenção à ela. Não precisa gastar muita grana. Talvez não precise gastar grana nenhuma!
Deixe-a o mais simples possível e (re)experimente o prazer da "Simplicidade da Marcha Única".

Grande abraço e até mais!

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