sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dínamo: Gambiarras e Impressões.

¡Buenas!

Já tem um tempo que comprei um dínamo Shimano, mas só recentemente o instalei na Só no Girinho. A intenção era (e ainda é) gerar energia elétrica pra manter meus gadgets funcionando e também alimentar farol/lanterna durante um Audax ou uma Cicloviagem.

A possibilidade de gerar energia garante algumas vantagens, tais como se manter comunicável durante o percurso, principalmente se estiver em áreas afastadas (dependendo da cobertura de telefonia celular), iluminação na necessidade de pedalar a noite ou montar acampamento e até entretenimento num eventual camping selvagem, onde você pode ler, atualizar o "diário de bordo", ouvir um sonzinho quem sabe...

Dito isso, vou contar um pouco das "gambitechs" que fiz e depois falarei sobre a impressão que tive do conjunto.

Gambiarras:

O modelo que comprei não é o mais leve, mas cumpre bem o papel, um Shimano HB-NX32, de 36 furos. Como 99,9% dos cubos dínamos, esse aí gera 6V/3W.


Para manter os meus gadgets carregados, precisava regular e estabilizar a tensão para 5V, então comprei um produto que já nem existe mais: O Softhema S25A Power Supply.


Com esse simples cabo ligado ao dínamo posso carregar o celular, a câmera fotográfica, o tablet, etc.

Okay, mas e se eu quiser (ou precisar) armazenar a energia gerada?
Teria de usar algum "PowerBank". Tem um ótimo produto no mercado, o Biologic Reecharge, mas que custa bem caro!
Como eu sou brasileiro durango e não desisto nunca, usei um outro produto que havia comprado, há mais de 2 anos, e que levava para os Audaxes - um "PowerBank de 5000mAh:

Perfeito! Agora consigo gerar e armazenar energia elétrica! Com esses 5000mAh dá pra carregar 2x meu celular.

O que faltou? Iluminação.

Cara...como são caros os faróis para dínamo! Bons faróis de LED (como os famosos Busch Muller) não vão custar menos que R$ 250,00. É claro que há alguns de lâmpadas halogenas que tem um valor menor, mas ainda assim muito caros (pro meu bolso).

Antes de gastar dinheiro, vamos ver se consigo me virar com o que já tenho. Afinal, como já disse, sou brasileiro durango! Gambiarra está no sangue! hehehe!

Há quase um ano eu comprei um farol de LED pra fazer MTB noturno. Paguei relativamente barato...R$ 140,00 e ele nunca me deixou na mão! Ilumina muitíssimo bem!
É um genérico "MagicShine", alimentado por um par de pilhas 18650 que ficam nesse "case" preto mostrado na foto.
A coisa interessante é que ele possui um carregador 110~240v com saída 5V...e o cabo pra carregar é USB numa ponta e um pino na outra. "Sem querer querendo", eu comprei farol compatível com o equipo que já tinha pra gerar energia!

Não deu outra: instalei a traquitana toda, testei e me surpreendi com o resultado: O farol funciona conectado ao dínamo, carregando as pilhas que o alimentam, ou seja, tenho um farol híbrido!

Em resumo, um projeto que fui postergando, acabou saindo muito mais em conta do que eu imaginei, utilizando itens genéricos que eu já possuía, evitando assim que eu comprasse mais!

Nesse momento, a única coisa que falta é o farol traseiro, mas como esse não precisa ser nem um pouco sofisticado, encomendei um conjunto bem "safado" via ML:


Baratinho...paguei R$ 40 (incluindo frete). A ideia é usar só o farol na Só no Girinho e usar o restante do conjunto na Éowyn (a dobrável), por se tratar da minha bike pra pedais mais descompromissados.

Impressões:

Instalado toda essa parafernália, tinha que testar tudo, pra garantir que não ficaria na mão!

O primeiro teste foi em relação ao esforço pra pedalar. Todos imaginam que a bike fica mais "difícil" pra girar, mas isso é (quase) um mito. Talvez haja sim alguma perda de potência, mas ela deve ser tão pequena que é praticamente imperceptível.
A única coisa que senti foi uma pequena vibração, provavelmente das escovas do dínamo.

O peso da roda dianteira mudou bastante, aumentando pelo menos 450g (sai o cubo Parallax, entra o dínamo) O bicho é pesado, coisa de uns 715g! Mas numa bike de cicloturismo, peso não é um fator tão importante assim (pelo menos pra mim).

Quanto ao uso dos gadgets, fiz dois testes: um para a lanterna e outro para o banco de bateria.
A lanterna funcionou muitíssimo bem. Deixei um par de baterias descarregadas nela e ainda assim ela iluminou 100%. As chances de ficar sem bateria na lanterna agora são bem pequenas...quase zero!

Já em relação ao PowerBank, em uma hora de pedal (meu tempo médio de commuter casa/trabalho) não deu pra saber o quanto ele consegue carregar, mas acredito que 8hrs devem dar conta de carregar os 5000mAh.

Eu não testei no celular/tablet/câmera fotográfica, pois o PowerBank daria conta disso. Além disso, não quis arriscar expor meus gadgets a uma eventual queima no teste. Mas como o PowerBank está funcionando direitinho, penso que não há risco. Sendo assim, há sempre possibilidade de alternar o que é que irei carregar enquanto estiver pedalando. Em viagens mais longas, isso fará bastante diferença.

Bem...é isso!
A "prova de fogo" será na próxima semana, no Audax 400k. Depois disso, em julho, terei minha cicloviagem de férias, onde poderei testar todo o potencial dessa solução.

Vamos torcer pra tudo funcionar de acordo com as expectativas!

¡Brazo!

3 comentários:

joaozinho menininho disse...

Isso aí FabioTux...
Utilizar dínamo é tudo de bom!!!
Agora raiar um Cubo Dínamo deve ser uma experiência diferente... manter-se em viagem com energia elétrica à disposição continuamente é muito relevante, inclusive podendo carregar os equipamentos eletrônicos mantendo-se comunicável...

Cicloabraços
Joãozinho

Fábio Pereira disse...

Valeu LittleJohn!
Como a flange do dínamo é bem alta, achar raios que sirvam é bem chato.
No meu caso, estou usando raios de 275mm.
Tirando esse detalhe, o enraiamento é igual: não tem "guarda-chuva" e o cruzamento em 3 é suficiente pra manter o conjunto forte.

Valeu!!!!

baixinhotere@gmail.com disse...

Parabéns pelas dicas. Ajudou bastante.