domingo, 24 de abril de 2011

Vamos falar novamente sobre altimetria?

Buenas Crianças!

Eu já escrevi sobre altimetria uma vez, falando sobre ferramentinhas úteis que havia descoberto na ocasião, que foi o planejamento de minha cicloviagem à Estiva/MG.

O que me levou a falar novamente sobre o assunto foi  a falta de suporte do Google Maps/Earth (ferramentas básicas que utilizo) para rotear caminhos por estradas pouco conhecidas ou até a saída das nossas fronteiras.

Estou planejando minha próxima cicloviagem, que ocorrerá nas minhas férias de outubro. Como os métodos que até então utilizava não funcionariam, precisei colocar a cabeça pra queimar (meus poucos) neurônios.

Bem...por onde começar? Sempre pelo óbvio: Empresas/Desenvolvedores de respeito no ramo.
De cara, fui procurar o site da Garmin.

Acho que todos conhecem os produtos da Garmin. Essa empresa faz GPS para tudo quanto é tipo de aplicação, incluindo aí gadgets de ciclismo.

Quem possui ou pelo menos já viu algum equipamento da marca, está habituado aos "tracks" criados pelo Garmin Edge 500 e a visualização de mapas como no Garmin Edge 800 - isso só pra citar dois exemplos.

Edge 500
Edge 800
Em linhas gerais, o Edge 500 é como um "Trainer", que guarda o caminho, altimetria, distancia, velocidade, cadência e batimentos cardíacos. Eles podem ser carregados em um software ou "carregados" para um site da Garmin, onde são gerados gráficos e informações estatísticas sobre o treino.

O Edge 800, além disso tudo, permite que você carregue mapas com POIs (pontos de interesse), o que é extremamente útil para uma viagem planejadinha.

Mesmo quem não tem esses aparelhos, ainda pode se valer de programas/sites que usam/geram dados compatíveis com os aparelhos/softwares da empresa e contar com as importantes informações dadas por eles, afim de ter uma boa organização para a sua própria trip.

Um desses softwares é o "MapSource":



















Tá...a primeira vista, é um software com um simples mapa mundi, vocês dirão...tem no máximo as principais rodovias dos países.
Só isso não ajuda muito pra montar uma trilha por uma estrada de terra, por exemplo, certo?

Bem...mais ou menos. Teoricamente, você pode comprar mapas específicos para sua região, os tais dos "Map City Navigators".
Mas notem a palavra: "COMPRAR".

Aí entra uma outra coisinha interessante: O Projeto TrackSource.
Esse projeto, que é opensource, tem por objetivo criar e distribuir gratuitamente mapas do Brasil para uso em GPS Garmin ou em navegadores (leia-se "aparelhos de navegação GPS", como os de carro) que utilizem softwares compatíveis.

Nesse site você pode pegar mapas rodoviários detalhados do Brasil, todos eles "roteáveis". Isso significa que o mapa é "inteligente" e te indica qual é o caminho disponível entre o ponto A e B, sem que você tenha que desenhar manualmente a rota.

Mas é claro que só isso ainda é pouco. Afinal, equipamentos de GPS não lhe indicariam automaticamente trilhas no meio do mato ou em estradinhas escondidas, certo?

Então, e se além de autoroteamento, você ainda pudesse desenhar uma rota manualmente? Aquela que só você conhece, podendo documentar pontos de interesse...isso sim soa bem, não?

Pois é isso que essa dobradinha de Garmin MapSource e o Projeto TrackSource permite.
Tendo instalado esses dois "caras" em seu PC, você está munido de ferramentas que lhe mostrarão o caminho ou ainda permitirão que você indique o caminho e o disponibilize para quem-quer-que-seja, esteja ele usando o mesmo software ou tenha um GPS compatível para o carregamento de mapas personalizados.

Pra fechar com chave de ouro, dá pra transformar essa dupla em um trio: O MapSource exporta suas rotas para o Google Earth. Isso significa que você ainda pode fazer um tour virtual, verificar altimetria entre outras coisinhas interessantes que o Google Earth proporciona:

Rota por Estrada de Terra criada manualmente...

...exportada para o Google Earth.





































Agora sim, hein?
Só pra constar, essa rota que usei no exemplo é uma contribuição do colega rdias do fórum de cicloturismo do pedal.com.br , que documentou a rota e disponibilizou na Internet através de um outro site interessante: o bikemap.net.
Eu eu só tive o trabalho de "copiá-la" usando o mapa do projeto TrackSource/MapSource e depois exportá-lo para o Google Earth.
O próprio Earth/Map não faz o roteamento por essa estrada sozinho, privando-nos de conhecer uma belíssima estrada.

Ah, pra que conste nos autos: esse não é parte do caminho da minha cicloviagem de férias...mas enfim, serviu como laboratório pra usar as ferramentas e de inspiração pra fazer esse post! :D

Ficou interessado? Ora bolas...teste aí.

Se o Google Maps/Earth sozinhos não conseguem rotear seu caminho, tente agregar esses dois softwares e divirta-se com as possibilidades.


Para baixar/instalar o MapSource (que não é um software gratuito, diga-se de passagem):
http://www.guiadogps.com.br/guia-gps-garmin/como-instalar-o-mapsource/

Para baixar/instalar o TrackSource (que é o pacote de mapas pra ser visualizado com o MapSource):
http://www.tracksource.org.br/

Para baixar/instalar o GoogleEarth (ferramenta indispensável pra todo cicloturista):
http://www.google.com.br/intl/pt-BR/earth/index.html

Se restarem dúvidas, lembrem-se: "O Google é seu Pastor e nada me/te faltará..." hehehe!
É só fazer a pergunta certa! :D

Se ainda precisar de algum auxílio...estou à disposição!

Espero que seja útil pra todos!
Abração e até mais!!!

sábado, 23 de abril de 2011

Primeiras Impressões da Trigon Full Carbon

Buenas, Crianças!

[sotaque lusitano]Pois[/sotaque lusitano]...depois de tanto desejar uma bike confortável, leve e bonita, eis que finalmente sai do forno a minha Trigon Full Carbon:



















Fiz grande parte da montagem em casa, só deixando pequenos detalhes pra fazer na bicicletaria.
Era pra eu ter tirado fotos do processo de montagem e ajustes, mas estava tão afoito pra colocá-la pra rodar que acabei esquecendo desse detalhe...paciência, né? :D

Enfim, no dia seguinte à montagem, tivemos um Pedal com a Galera de Cotia: A famosa (e famigerada) Estrada do Vinho. É baseado nesse pedal que falarei sobre a experiência de pedalar essa belezura!

As primeiras e mais evidentes impressões de se pedalar uma bicicleta de fibra de carbono são o (baixo) peso e (alto) conforto.
A bike ficou bem leve (embora possa emagrecer mais) e super macia de se pilotar.
Buracos e irregularidades do piso deixam de causar aquela dorzinha enjoada no fim do pedal (só quem pilotou bike 100% alumínio sabe como é, ehehehe), já que o impacto é dissipado ao longo das fibras, chegando ao seu corpo com menos intensidade.

Eu não sou velocista, então Sprint não é meu forte, mas me "meti a besta" e dei uns 2 ou 3 Sprints e senti a bike bem rígida e estável. Alguém mais forte teria de fazer um Sprint de verdade pra validar o que estou dizendo, mas IMHO, ela se comporta como uma bike de alumínio deveria se comportar.

Na subida, outro fundamento que preciso melhorar um bocado, o peso menor ajuda muito. As ladeiras ficam "menos difíceis" de serem vencidas.

Finalmente, na decida, esse sim um fundamento em que eu sou pior que um pangaré, percebi que a dianteira da bike deu uma balançada de lado, mas isso é explicável:
Como muitos perceberam, o meu guidão está bem alto em relação ao headtube. Eu fiz esse ajuste de propósito, já que estava (ou estou) enferrujado e sabia que se já deixasse o guidão numa posição mais baixa, iria sentir desconforto nas costas.

O correto seria manter o guidão mais baixo, o que melhora a resposta durante a pilotagem, aumenta a estabilidade e mantém o centro de gravidade mais baixo, tudo isso pra que a descida em alta velocidade seja mais segura e ao mesmo tempo agressiva.

Mas penso que dentro em breve eu já tiro uns 2 ou 3 espaçadores e ela ficará na altura ideal (altura que usava anteriormente na Scott).

Enquanto isso, sigo "pangarelando" com minha bike nova por aí! :D

Meio enferrujado, mas sigo pedalando...






















Obvio que, além de todas as vantagens tecnológicas que a bike em fibra de carbono proporciona, há que se levar em consideração também o fator psicológico: Upgrades sempre fazem que nos sintamos muito mais "fortes".
Só com o tempo e treino pra se perceber de verdade as vantagens de uma bike com o "material da moda".

Impossível não falar que a bike é LINDA e realmente chama a atenção. Acredito que todos os amigos de pedal que me viram com a Trigon fizeram vários elogios à bike em si.
Bem acabada, grafismo bacana, bela geometria, etc.

Pra ficar melhor, faltam os Upgrades nas Rodas e Transmissão.
E pra ficar ideal, é só treinar, treinar e treinar!
Atenção ao Uniforme da marca da bike...hehehehe!

Vamos nessa?
LET'S RIDE!

Abração e até mais!!!