sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Dia 05 - Entrando Numa Fria: Cicloviagem à Serra Gaúcha

¡Buenas!

Depois de uma surpreendentemente boa noite de sono, acordei meio preocupado com o tempo, pois não queria pegar outro dia de chuva forte.
Coloquei a cara pra fora da janela do quarto e o clima não estava dos piores: frio, vento e chuva que ia e voltava, mas não ameaçava ficar forte.

Com esse panorama, acabei enrolando um bocado pra arrumar as tralhas, tomar café, etc.
Pouco antes de sair, ainda fui comprar pequenas provisões e produtos de higiene.

Só fui começar o pedal por volta das 11h30, mas como o percurso era curto, não me preocupei muito.
Ready to Roll
Deixei o Hotel Cesa e peguei a estrada, que tinha não mais que 800m de asfalto. A partir desse ponto, seria só terra, ou melhor, lama!



O início da estrada estava bom...a terra estava bem batida, mas o piso estava muito escorregadio. Cuidado redobrado pra não comprar terreno no caminho.

Conforme ia pedalando, o vento frio e eventuais períodos de chuva fina tornavam tudo muito gelado. Eu queria poder girar mais rápido, pra poder me aquecer, mas o piso escorregadio tornava a coisa meio perigosa.

Seguiram-se várias propriedades com enormes pastos ou áreas que seriam para plantio na época do calor. A altimetria apesar de não ser das mais difíceis, tinha lá suas surpresinhas.

Em um dado momento, o terreno começou a ficar bastante enlameado. A bike começou a ficar mais pesada, por conta do excesso de lama que ficavam no garfo e nos stays.


Depois de uns 20km rodados, com nada mais que pastos, árvores e estrada como paisagem, cheguei a uma vilazinha. Não parei pra nada, pois estava tão frio que as ruazinhas estavam praticamente desertas.

Fui seguindo até que, na "saída" da vila encontrei essa belezinha: um riozinho correndo por entre pedras, passando por baixo de uma pequena ponte.
Não tinha nada de mais, mas a paisagem estava tão monótona que valeu muito a pena parar e registrar.




Desse trecho pra frente começaram as subidas mais brutas, e os trechos mais enlameados aumentaram. Pelo menos esse esforço adicional garantiu que eu ficasse mais aquecido...hehehe!

Em algum ponto do percurso, passei por pés de mexerica (ou bergamota, como eles dizem lá). Estavam tão rente à estrada que não me fiz de rogado: peguei umas 3 e coloquei no bolso.

Foi bacana, pois como tinha saído tarde do hotel, a fome bateu em um lugar onde não tinha onde comprar comida. As bergamotas e uns amendoins foram o rango durante esse pedal.

O cansaço bateu, mas o GPS já indicava que eu estava chegando perto!



É impressionante o poder que as placas de quilometragem tem sobre o nossa força de vontade, não? A partir desse ponto, apesar de ter pego um dos piores trechos da estrada (muitíssimo enlameada e cheia de pedras grandes e soltas), me pareceu que a força voltou às pernas, a fome e o frio diminuíram e a bike ficou até mais leve!

Pedalei esses últimos 3km com um baita sorriso, já pensando no rango, no banho e no descanso!
Não demorou muito pra finalmente chegar a Pousada Fazenda Aparados da Serra.

Foto retirada do site da pousada. Quando cheguei, toda essa grama era BARRO! kkkk
Logo que cheguei, vi o pessoal passando o trator na frente da casa principal, para dar uma "amassada" no barro e tornar o acesso mais fácil às pessoas.

Fui muito bem atendido pelo Sr. Mário e sua Família. Bati um papo, contei um pouco sobre a minha viagem e, ao contrário do que você imaginou, perguntei a ele sobre a possibilidade de acampar.

Espantado, ele me indicou o local de camping, mas eu achei que era muito desprotegido, então perguntei se existia algum outro local na fazenda onde eu pudesse me abrigar do vento e ele me ofereceu o celeiro.



Entrei no local e imediatamente aprovei! Montei barraca, arrumei as tralhas e fui tomar um banho. Ah, que ótimo...era (quase) tudo o que precisava!

Como cheguei pra lá de 14h30, não tinha mais almoço, mas quando deu 16h eu fui "presenteado" com um delicioso café da tarde, com muito pão caseiro, bolos, cuscus (gaúcho), leite, café, geléias...etc e tal!
"Comi como um Porco" (só quem viu Rei Leão vai entender) e proseei um bocado com o pessoal.
Papo leve, descontraído, sem preocupações da cidade grande...tudo que eu precisava pra relaxar mais ainda!

Depois de comer, fui dar uma volta no entorno e acabei por me sentar na varandinha pra olhar pra longe...e tirei uma "fotinha" pra registrar! kkkkkk


Começou a escurecer e eu fui pra dentro da casa, prosear mais um bocado e aproveitar pra me aquecer em frente a lareira.
Fiquei papeando com o filho do Sr. Mário (que infelizmente não consigo lembrar o nome), até que e chegou um casal muito simpático, o Sr. Pedro e a Dna. Leila, que vieram de Torres/RS pra "passar frio".

O casal e eu ficamos lá conversando junto a lareira, trocando figurinhas sobre viagens quando de repente nos foi oferecido algo que até então eu jamais experimentara: o autêntico Chimarrão Gaúcho, além de deliciosos pinhões assados na chapa.

Ao saber que não conhecia ainda o sabor e a tradição do chimarrão, o Sr. Pedro e a Dna. Leila me explicaram como tudo funciona. Foi muito bacana...e é claro que pedi pra imortalizar o momento:

Meu primeiro Chimarrão! Bah...como é gostoso, tche!
Chegada a hora do jantar, comemos absurdamente! O frio aumenta a fome e a comida estava sensacional!

Pouco tempo depois do jantar a carcaça começou a dar sinais de extremo cansaço...não tive como resistir. Saí da casa e fui pro celeiro, meu lar por alguns dias!
Coloquei as traquitanas eletrônicas pra carregar (sim, tinha tomada elétrica lá), me fechei no saco de dormir dentro da barraca e em menos de 5 minutos, já estava roncando!
Pode parecer mentira, mas dormi confortável e quentinho lá, protegido do vento e do sereno da noite.

E assim foi o dia!

Pra quem quiser o tracklog e estatísticas: http://www.strava.com/activities/169871032

Até o próximo post!

¡Brazo!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Dia 04 - Entrando Numa Fria: Cicloviagem à Serra Gaúcha

¡Buenas!

O dia amanheceu conforme prometido: cinza, frio, chuva...
Levantei pra tomar café e a previsão do tempo pelo jornal assustava: "...tempestade, com rajadas de vento fortes e muito frio...".
Mesmo assim, não queria ficar mais um dia parado por ali...então segui viagem!

Antes de sair, fui abordado por um dos hóspedes da pousada, que achou interessante (pra não dizer maluco) a história de viajar de bicicleta. Aí pediu pra tirar uma foto!

Tietagem anônima!
Tomei um couro pra sair da cidade e acabei entrando numa estradinha de terra, que seguiu por uns 4km até a RS-444 e depois pela RS-453, a chamada "Rota do Sol".
A estrada é bacana, bem tranquila, mas quase sem acostamento...se não fosse de baixo tráfego, eu teria medo de pedalar por lá!

O tempo seguiu alternando entre chuviscos e tempo seco até perto de Farroupilha, metade do caminho até Caxias do Sul, um quarto da meta do dia, que era Lageado Grande.

Foi aí que a chuva resolver vir, mansa nos primeiros quilômetros, mas ao me aproximar de Caxias do Sul, desabou forte e gelada.
Pequenas facas geladas caíam impiedosamente, atrapalhando a visão e me congelando aos poucos.

Como já era hora do almoço, resolvi parar pra comer e aguardar...mais uma "Alaminuta" pra dentro do bucho!


A chuva diminuía e animava a sair, mas logo batia aquela porrada d'água...
Depois de mais de uma hora parado, aproveitei uma pequena brecha e resolvi seguir até o centro da cidade.

Mal cheguei ao centro e tomei uma rajada de vento lateral absurdamente forte, seguida de uma tromba d'água. Tomei um susto e quase fui jogado ao chão...algo que jamais tinha acontecido comigo.
O vento foi tão forte que por pouco não derrubou uma senhora que estava no ponto de ônibus. Por sorte, o poste a salvou do pior.

Eu ainda fui chacoalhado por esse vento mais duas vezes. Aquela situação no meio da cidade me deixou preocupado com a estrada. Seguir em condições assim seria pedir pra sofrer um acidente na rodovia.

Riscos desnecessários não estavam nos planos, então improvisei: fui à Rodoviária da Cidade ver pra onde eu conseguiria me deslocar de ônibus.

Depois de muita pesquisa, espera e até impaciência de minha parte, resolvi que pegaria o ônibus pra São José dos Ausentes. Isso cortaria uns 150km da viagem (50k até Lageado Grande e 100k até SJdA).

O ônibus chegou as 16h30 e demorou um bocado pra chegar à SJdA...quase 6h de viagem, já que ele passaria por Vacaria e Bom Jesus.

Chegando a SJdA, uma chuva forte deixava a minha vida complicada: estava com "roupas de civil", numa coberturazinha sem a menor condição de me trocar, sem saber onde encontrar hospedagem.
Depois de alguns minutos, um carro passou por mim e pude pedir informação sobre onde ficar.

Dei muita sorte, pois na entrada da cidade há um posto de combustíveis e um hotelzinho. Foi pra lá que rumei, aproveitando uma brecha na intensidade da chuva.
Jantei minha terceira "Alaminuta" da viagem, com direito a cerveja gaúcha.


Meio cabreiro, peguei um quarto no Hotel Cesa (o hotel que fica junto ao posto) e me surpreendi! Tudo muito bem arrumadinho, com direito a ar quente, TV e cama-box confortabilíssima.

Aproveitei pra lavar a roupa molhada e dormir bem! No dia seguinte, se o tempo ajudasse, iria seguir ao Parque Aparados da Serra, pra visitar o Pico/Canion Monte Negro.

E assim foi!

Pra quem quiser o tracklog e estatísticas: http://www.strava.com/activities/169871035

Até o próximo post!

¡Brazo!


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Dia 03 - Entrando Numa Fria: Cicloviagem à Serra Gaúcha

¡Buenas!

Eita noite boa! Dormi que nem criança!
Mas apesar disso, acordei por volta das 7h30, pra tomar café e aproveitar bem o dia. Queria ir no tal "Caminho de Pedras".

Tirei as tralhas da bike e fui somente com a bolsa top rack.
Apesar de ter acordado cedo, só fui sair da pousada por volta das 9h30.

Pensei que seria mais difícil encontrar o caminho certo, mas o GPS ajudou bastante! Pouco antes das 10h já estava numa espécie de quiosque de informações sobre o Caminho, mas estava fechado.
Passei no posto de combustíveis ao lado, comprei agua e "toquei ficha" caminho adentro.

A estrada é bem bonita e tranquila e tem uma loooooonga descida no seu início. Prenúncio de uma volta demorada e cansativa...hehehe!

A primeira das casas de pedra surgem rapidamente:

Casa Righesso, construída em 1889 (obviamente fora reformada ao longo do tempo)
Não muito tempo depois, cheguei a uma outra casa que na verdade era um restaurante. Como era muito cedo, estava fechada ao público, mas pude tirar umas fotos.

Restaurante Nona Ludia
Enquanto tirava essa foto, passou um senhor com uma pick-up Strada e me cumprimentou. Três minutos depois, ele volta, dizendo que também era ciclista.
Atravessei a rua pra prosear com ele. Tratava-se do Senhor Monte-Mezzo, um morador do local, que também gosta de cicloviagens e pedais cascudos, encarados semanalmente com um grupo de amigos.

Ele me deu várias dicas de percursos, falou de estradinhas de terra, lugares bonitos, de algumas viagens...ficamos uns 30 minutos papeando até que resolvemos seguir nossos rumos!

Ao longo do caminho, várias paisagens bonitas, que instigavam a vontade de parar e contemplar.



Passei por vários lugares muito interessantes, pequenas lojas, vinícolas, a Casa da Ovelha e até a locação onde fora filmado "O Quatrilho".
Seguindo em frente, cheguei ao local que queria: A Casa da Erva Mate. 



Aqui pode se acompanhar o processo de produção artesanal da Erva Mate, produto mais valioso que ouro pro gaúcho! Também é possível degustar o Chimarrão, mas eu não o fiz. Achei que estava muito calor pra tomar, hehehe!

Pensei em seguir em frente e, quem sabe, fazer a volta pra pousada por outro percurso, mas percebi que não haveria restaurantes no caminho, então resolvi voltar por onde vim!

Conforme havia planejado, passei na Vinícola Salvati & Sirena, uma construção bastante interessante, onde é possível degustar os vinhos e sucos de uva.


Depois de umas provinhas do vinho, segui na estrada até a Casa das Massas e Artesanato. Imaginei que era um restaurante, mas conversando com a proprietária, descobri que eles vendem massas artesanais e alguns outros itens, como cachaças, doces, tortas e é claro, artesanato local.




Segui pedalando e quando pensei que não, já estava no Restaurante Nona Ludia e num horário perfeito pra almoçar! 13h.
Entrei e fui muito bem recepcionado. 

O cardápio na verdade é uma espécie de rodízio. Você tem entradas fantásticas, como tábua de frios, salada, pão colonial, seguido por carnes assadas (frango, porco, vaca e ovelha) e massas caseiras. Tudo muito farto e extremamente saboroso.

Depois de comer como um Rei, deliciei-me com um pudinzinho de leite, um cafézinho e fui pra fora do restaurante, tomar um sol junto às arvores, em mesinhas de concreto que naquele momento estavam servindo de "sala de espera". 

Retomei os pedais de forma bem lenta, já que ainda estava "jiboiando", mas logo cheguei à cidade novamente.
Dei uma volta pra ver um pouco mais do centrinho de Bento Gonçalves e logo fui pra pousada.

Ao chegar, a proprietária me aborda, perguntando se eu tinha conversado com um senhor na estrada. Ao responder que sim, ela disse que o Sr. Monte-Mezzo (amigo próximo dela) havia ligado e que gostaria de falar mais uma vez comigo, por telefone.

Trocamos contato e proseamos mais um bocado! O Senhor Monte-Mezzo realmente é uma daquelas pessoas apaixonadas por ciclismo e por uma boa prosa!

Depois da "troca de figurinhas", tomei um banho, bati um longo papo com meus colegas de quarto (estava num quarto coletivo) até que a noite chegou!

Saí pra jantar novamente no tal "shopping" e antes das 22h já estava de volta, pra descansar pro dia seguinte, que teria pedal longo, até Jaquirana...e a previsão do tempo já dava sinais de mudança!

É isso aí!

Pra quem quiser o tracklog e estatísticas: http://www.strava.com/activities/169871034

Até o próximo!

¡Brazo!


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Dia 02 - Entrando Numa Fria: Cicloviagem à Serra Gaúcha

¡Buenas!

O vinhozinho cobrou um preço alto...imaginei que acordaria cedo, mas dormi até as 8h30! Acordei com um pulo! Marcão tava na sala vendo o Tour de France, esperando pra "me despachar"!

Tomei o café da manhã, arrumei as tralhas, me despedi e "toquei ficha" ruma à meta do dia: Bento Gonçalves. Um pedal longo, de mais de 130km e muuuuuita subida!

Colocando a tralha na bike!
O dia amanheceu um pouco mais frio, mas o sol já brilhava bonito!

Peguei a estrada e fui seguindo as instruções do GPS. Com uns 18km rodados pela RS 386, cheguei a uma cidade chamada "Nova Santa Rita" e fui instruído a sair da Rodovia. Qual foi a surpresa quando, depois de alguns KM? Estrada de Terra! Uma tal de "Estrada Sanga Funda".

Não tava nos planos...
Cara...fiquei "boladão", mas como o GPS mostrava o caminho, segui pela tal estrada. Foram mais de 20km de uma bela estrada de terra, com alguns trechos com pedriscos e até areião.


Cheguei a uma placa que indicava a próxima cidade: Capela de Santana.


Segui em frente e logo cheguei à cidadezinha. Parei num mercadinho pra comprar uns "comes e bebes", numa frutaria pra comprar maçãs e voltei ao asfalto, desvendando a bobagem que fiz no GPS: havia solicitado o cálculo da rota "off-road".

Corrigido o "erro", tirei uma fotinho na frente da praça da cidade e segui pela RS-240 e finalmente a RS 470!


Com uns 70km rodados, começou a subida da Serra.
Rapaz...e que Serra...linda e bruta!

Em 10km você sai de 32m para 440m de altitude! E daí pra frente a coisa até que fica menos pesada, mas você já tá tão cansado que parece que as subidas não tem fim!
Apesar disso, é uma estrada muito bacana, exceto pelos longos trechos com acostamento ruim.

Faltando 15k, mas mal sabia que ainda tinha muita subida!
Depois de muitas paradinhas pra hidratação/alimentação, chego ao pórtico da cidade! Já estava escurecendo e a temperatura baixou bastante! Ainda bem que já tava na cidade.


Só precisei achar a Pousada Casa Mia, que me fora indicado pelo dono do Hostel Boutique.
Rapidamente a encontrei, fiz o check-in, tomei banho, vesti a "roupa de civil" e parti pro "shopping", afim de comer uma bela macarronada!

Alimentado, voltei pra pousadinha pra uma noite revigorante de sono. No dia seguinte iria fazer um giro nos "Caminhos de Pedra".

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Até o próximo post!

¡Brazo!


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Dia 01 - Entrando Numa Fria: Cicloviagem à Serra Gaúcha

¡Buenas!

O dia finalmente 13/07 chegou!
Final da Copa do Mundo e eu, despreocupado com futebol, estava com as minhas tralhas ajeitadas pra viagem!


O vôo só sairia as 22h, mas no fim da tarde começou a minha saga pra chegar ao aeroporto. Uma logística terrível de Cotia à Guarulhos: Taxi pro Terminal Cotia, Ônibus até a Barra-Funda, Airport Bus Service até Guarulhos e finalmente o embarque!

Cheguei à POA por volta de 00:30, peguei um taxi até o Hostel Boutique Porto Alegre e rapidamente fiz check-in pra poder descansar.

Foto retirada do site http://www.hostel.tur.br/
Acordei cedo, tomei aquele belo café da manhã e comecei a montagem da Só no Girinho.

SnG Fully Loaded, Ready to Rock!
Pouco depois das 11h, fiz meu check-out, solicitei ao dono do hostel que guardasse minha mochila e mala-bike até o dia 24 e, como dizem por lá, "toquei ficha" para Canoas pela BR-116.
Lá, seria recepcionado pelo caro amigo Marcos Netto e família.

Um pedalzinho curto, com clima ensolarado e até que bastante quente, fui girando tranquilo até minha primeira parada: o famoso "Sítio do Laçador".

Comecei a tirar umas fotos e um rapaz que estava na beira da BR filmando aviões me abordou e se ofereceu pra tirar umas "chapas".

Credito da foto: Um rapaz que estava filmando aviões na BR.
Depois de agradecê-lo, continuei pela BR-116 até chegar a Canoas. Para uma segunda-feira, até que não estava muito movimentada!

Circulei um pouco pela cidade até que parei pra almoçar num restaurantezinho na beira de estrada.

Cheguei no lugar e pedi o cardápio. Dentre as opções, uma tal de "Alaminuta de Filé" (entre outras). Perguntei ao garçom o que seria, ele me explicou que era um prato de arroz/feijão/filé/fritas/salada. Quando o prato chegou, eu abri um sorrisão e disse: "...ah...isso é um PF!"
Um belo PF, mas com feijão preto ao invés do feijão carioca, costume do sul, como pude perceber ao longo da viagem.

Depois do rango, toquei pro Parque Municipal Getulio Vargas, conhecido também como Capão do Corvo.

Um lugar tranquilo, onde pude descansar e esperar o fim da tarde, pra seguir até o trabalho do Marcos e, por fim, até sua casa!



Só na Vagabundagem!
Além do descanso, pude tirar fotos de passarinhos, ver a criançada correndo e também alimentei os pernilongos e muriçocas do parque! hehehehe!

Segui até o trabalho do Marcos, onde tive a chance de bater um papo e ainda ganhei um par de caramanholas (que se mostraram muito úteis durante a trip).
Como ela ainda estava enrolado com o trabalho, peguei instruções de como seguir até sua casa.

Com as explicações e meu GPS, cheguei ao local e fui recebido por sua esposa, que foi muitíssimo atenciosa e hospitaleira.
De banho tomado, com cara de "gente", fui apresentado aos dois filhos do casal e, com a chegada do Marcão, começamos o famoso e aguardado "Churrasco Gaúcho".

Olha a cara do Xiru!
Será que tava bom? Tava ÓTIMO!!!
Muita conversa e mais dicas pra viagem, regadas a um vinhozinho "tri", seguimos até tarde da noite proseando e comendo essa delícia de churras e demais acompanhamentos!
Depois disso, um "negrinho de colher" e berço pra todo mundo!

Obrigado Marcos e Família pela excepcional hospitalidade! Curti demais o tempo aí com vocês!

E foi assim terminou o primeiro dia de viagem! 

Pra quem quiser o tracklog e estatísticas: http://www.strava.com/activities/169871024

Até o próximo post!

¡Brazo!