segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Dobráveis cada vez menores: aro 16"

¡Buenas, Hermanos y Hermanas!

Ando bastante afastado dos Pedais, das Cicloviagens, dos Audaxes e de um bocado de outras coisas que me são caras. Os motivos são muitos, mas quem liga, né? hahahahaha!

O motivo do retorno, depois de tanto tempo afastado do blog é contar pra vocês que a Éowyn, minha Linda Guerreira Rohirrim foi arrebatada por um Faramir (não está familiarizado com esses personagens? Leia o Senhor dos Anéis: As Duas Torres e O Retorno do Rei).

Sim...eu passei a Éowyn para um amigo do trabalho, mas não sem um bom motivo: precisava diminuir o volume da bike dobrada, para que facilitasse minha vida de intermodal.

 - "Mas pra que?" - você deve estar se perguntando.
A resposta é: para suprir uma nova necessidade!

Estou de mudança e agora serei um cidadão da "Pauliceia Desvairada", munícipe da cidade dos 400km de (polêmicas) ciclovias/ciclofaixas, projeto em curso do atual (e também polêmico) Prefeito Fernando Haddad.

A distância do Casa/Trabalho/Casa ficou um pouco mais longa, mas ficou mais fácil pela possibilidade do intermodal Bike+Trem+Ônibus Coletivo.

Sem grana pra ter uma Brompton, a escolhida para essa nova função foi a GoEasy Nano, já batizada como "Belladona Tux", numa referência à Belladona Tûk, mãe de Bilbo Baggins, mantendo assim a tradição de nomes Tolkienianos para minhas bicis!

GoEasy Nano


Dobrada, na capa


Dobrada, sem a capa




















Muito simpática, a GoEasy Nano possui aro 16", quadro em alumínio, cubo traseiro com freio tipo RollerBrake e câmbio interno de 3 marchas, além de freio dianteiro tipo v-break.

Pesando mais ou menos 10,7kg (sem a capa), dobrada ela fica do tamanho de uma mala de viagem de tamanho médio, como se pode perceber na imagem acima.

Mas o peso em si nem é uma questão muito importante, pois diferente das Dahons e respectivos clones (Durban, Soul D60/70, etc), ela possui no bagageiro um par de rodinhas de patins, o que permite que o ciclista deslize suavemente com ela por aí.
Você só vai precisar levantá-la pra subir no ônibus ou vencer as escadas fixas.

Desde que a recebi (12/02/15) já rodei um bocado, fazendo testes intermodais e tenho gostado bastante.
Os testes iniciais foram em dias de baixo movimento no transporte público, já que era semana de Carnaval e no ultimo fim de semana.

Num dos dias do Carnaval, eu fui com minha namorada até a Leroy Merlin. Ela com a Nano e eu com a 29er, a Yavanna.

Resolvi tirar uma foto pra mostrar a diferença das rodas:

Yavanna e Belladona no estacionamento do Leroy Merlin



















Teve até um caso engraçado no domingo. Cheguei na plataforma do Terminal Urbano de Cotia/SP e dobrei a bici. Quando estava pra embarcar, o Fiscal de Linha me abordou:

- Com licença...sobre essa sua bicicleta...
- Pois não? - já prevendo que o Fiscal iria barrar meu embarque.
- É...bem...é que...é fácil encontrar por aqui? O Sr. comprou importada?
- Não, não... - já aliviado - ...essa eu comprei aqui mesmo! Tem um importador em São Paulo. Quer anotar o site?

Já hoje, segunda-feira, todo mundo indo pro trabalho, consegui fazer um teste em condições reais.
Fui pedalando da minha futura casa até a estação Barra-Funda, fazendo um percuso de uns 4km de pedal.

Chegando a Plataforma da CPTM, que apesar de cheia por volta das 6h da manhã, não estava exatamente lotada, consegui embarcar facilmente.

Já em Barueri, no Terminal Urbano de Ônibus, a fila pro coletivo que me deixa na porta do trabalho estava grande. O ônibus saiu bem lotado, mas eu consegui embarcar e encontrar um cantinho pra ficar com a bike sem atrapalhar a circulação dentro do coletivo.

Eu até poderia ter vindo pedalando (como numa outra ocasião), mas o percurso de mais ou menos 5km tem muitas subidas. Dá pra fazer com a Nano, mas eu estava com a roupa de trabalho e não pretendia tomar outro banho aqui no escritório.

Em suma, a bici tem cumprido o papel à ela designado com muito primor.

A única ressalva é em relação ao canote do selim, que não desce 100% no "seat tube" da Nano. Assim sendo, você sempre terá uma haste pra fora da bolsa, o que na minha opinião nem sempre é bacana.

Eu recomendaria um canote do tipo telescópico, igual a um modelo que a Brompton tem. Pra ficar fácil de visualizar, é um canote dentro do outro. Assim daria pra ter uma boa altura do selim pra pedalar e ainda deixar a bici mais compacta quando dobrada.

Bom, penso que por hora é isso.
Mais novidades sobre os intermodais, eu vos comunico! ;)

Grande abraço e até a próxima!